Pai Não Entende Nada
Luís Fernando Veríssimo
Contra capa:
“O pai, a mãe, o filho, a filha, o cunhado, o
irmão – a grande família brasileira representada na sua melhor
forma. Pai Não entende Nada nos revela um curioso e divertido
painel das nossas pequenas manias, desejos e fraquezas. Difícil
não se reconhecer naquelas situações prosaicas e indiscutivelmente
engraçadas. É o biquíni novo da adolescente que diminui a cada
verão; a preguiça do filho surfista; a dramática experiência de
quem sobrevive a uma festa infantil; o pai que custa a entender a
modernidade da filha. Luis Fernando Veríssimo, o nosso mestre do
humor, passeia pelos bastidores de nosso dia-a-dia e recolhe casos
deliciosos, capazes de garantir boas gargalhadas.”
Minha opinião:
Só o autor já diz tudo, uma coleção de histórias
engraçadas do dia a dia, com o humor, de Luis Fernando Veríssimo,
livro com excelente vocabulário, uma autêntica e revolucionária
forma de escrever.
Trechos do livro:
“...toda biblioteca deve ser, uma mistura
do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos
conhecer.”
(Trecho de “Pai não entende nada” In: VERISSIMO, Luis Fernando
Rio de Janeiro, Objetiva, 2001, p 91)
“Pneu Furado”
“O carro estava encostada no meio-fio, com um pneu furado. De pé
ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça
muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele
desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco?-perguntou o homem
-Não-respondeu a moça
-Tudo bem, eu tenho- disse o homem.-Você tem estepe?
-Não-disse a moça.
-Vamos usar o meu -disse o homem
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou
no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele
ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a
pouco chegou o dono do carro.
-Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
-É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
-Coisa estranha.
-É uma compulsão. Sei lá.”
(Trecho de “Pai não entende nada” In:
VERISSIMO, Luis Fernando Rio de Janeiro, Objetiva, 2001, p 23)
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