Ariadne Celinne


O que é ser Jornalista

Ricardo Noblat

Orelha de página: "A série O que é ser foi concebida pela Editora Record como um projeto destinado principalmente ao leitor em idade de definição profissional. Em todo o mundo, mas sobretudo no Brasil, os jovens têm de fazer a escolha definitiva da carreira em idade precoce demais, quando ainda não dispõem de informação ou instrumentos para sequer imaginar o que pode ser o cotidiano dessa ou daquela atividade. Pensamos que poderíamos ajudar se oferecêssemos a esse público livros de pessoas que são expoentes das mais variadas profissões, com relatos das suas principais dúvidas no momento de optar pela carreira, os grandes desafios que enfrentaram, os problemas do dia-a-dia, os atributos que consideram mais valiosos para seu desempenho e tantos outros aspectos importantes de uma trajetória profissional.

Embora fosse grande a nossa expectativa em relação à série, quando começamos a receber de seus autores os primeiros originais ficamos surpresos com a riqueza dessas histórias. São interessantes para qualquer público. São biografias plenas, se o que o leitor busca não são futricas ou fofocas da vida privada.

Grandes nomes da sociedade brasileira contemporânea, que ajudaram a desenvolver seus campos de atividade, revelam-se intelectual e politicamente. São histórias boas de ler, que abrem uma perspectiva para a compreensão não só de diferentes profissões, mas da sociedade em que atuam e lutam esses personagens."

Luciana Villas-Boas

Contra capa: " "Quem desejar levar a sério o jornalismo há de se tornar refém de suas leis universais e, até certo ponto, desumanas. Uma delas ensina que a glória de um repórter dura, no máximo, 24 horas. Na verdade, dura menos que isso. A reportagem pode lhe render elogios até o meio - dia. Depois não se falará mais dela entre seus colegas e chefes. O autor da proeza estará ocupado com outro assunto. E se não provar com regularidade que é capaz de continuar produzindo bons trabalhos, passará a ser objeto de críticas e se arriscará a perder o emprego.

                   Outra lei estabelece que o jornalismo deve ser exercido em tempo integral. Isso quer dizer: do momento em que o jornalista acorda até o momento em que vai dormir. Notícia não tem hora nem dia marcado para eclodir e você esbarra nela em qualquer lugar. Uma vez detectada, não se pode ignorá-la sob pena de incorrer em crime de lesa-majestade. A pena máxima para o crime é o olho da rua. Pois o jornalista veio ao mundo para correr atrás de notícias e oferecê-las ao estimado público da melhor maneira possível. Com precisão, clareza e honestidade" "

O autor: " Ricardo Noblat nasceu no recife, onde se formou em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Trabalhou nos maiores veículos de comunicação do país, entre eles O Globo, Manchete, Veja e IstoÉ.

                    Entre 1994 e 2002 dirigiu a redação do Correio Braziliense e foi um dos responsáveis pela modernização gráfica e pelas mudanças que deram ao jornal uma linha editorial mais combativa.

                     Sua carreira é pontuada por alguns acontecimentos políticos, como quando foi demitido do JB logo após a eleição do presidente Fernando Collor de Melo e o episódio de censura ao Correio Braziliense, em 2002, devido à denúncia sobre grilagem de terras públicas promovida por políticos do grupo do então candidato à reeleição ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz. "

Meu comentário: Com sua maneira original e verdadeira de escrever, Ricardo Noblat, narra aos leitores suas experiências (boas e ruins) em sua carreira de jornalista, na qual viveu -e vive- a história, principalmente política, do país.Dando aos aspirantes da profissão uma real noção da profissão e como devem agir se realmente decidirem pela profissão. Livro excelente, altamente recomendado para aqueles que pensam em seguir a profissão, ou somente interessados em conhecer a vida de Ricardo Noblat.

  

 


Editora: Record
270 páginas

 

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